sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dia mundial humanitário 2017


19 de agosto

Tema da campanha de 2017: Civilians are #NotATarget (Civis #NãoSãoUmAlvo)













O Dia Mundial Humanitário (World Humanitarian Day/WHD) é celebrado todos os anos em 19 de agosto para homenagear os trabalhadores que arriscam as suas vidas a realizar serviço humanitário e a reunir apoios para as pessoas afetadas por crises em todo o mundo.

Por todo o mundo, o conflito tem um enorme impacto na vida das pessoas. Presos em guerras que não são da sua iniciativa/responsabilidade, milhões de civis são forçados a esconder-se ou a fugir para salvar as suas vidas. As crianças são retiradas da escola, as famílias são deslocadas das suas casas, e as comunidades são despedaçadas, e o mundo não está a fazer o suficiente para parar o seu sofrimento. Ao mesmo tempo, os trabalhadores da saúde e da ajuda humanitária - que arriscam as suas vidas para cuidar de pessoas afetadas pela violência - são cada vez mais alvo de ataques.


Uma criança do Yemeni olha para ruinas de uma casa destruida. ©UNICEF/Yemen/2015/Nabeel Al-Wazeer



Para o WHD 2017, os parceiros humanitários uniram-se para reafirmar que os civis capturados nos cenários de conflito são #NotATarget. Através de uma campanha online global com uma parceria inovadora com o Facebook Live, juntamente com eventos realizados em todo o mundo, pretende-se elevar a voz para defender os mais vulneráveis em zonas de guerra e exigir que os líderes mundiais usem o seu poder para proteger os civis nas/das zonas de/em conflito. 

Esta campanha surge na sequência do relatório do Secretário-Geral da ONU sobre a proteção de civis - Report of the Secretary-General on the protection of civilians in armed conflict -, lançado em maio deste ano. Estabelecendo o seu caminho para a protecção, o Secretário-Geral solicita o reforço do respeito pelo direito internacional humanitário e dos direitos humanos, bem como a protecção dos civis, incluindo os trabalhadores humanitários e médicos, bem como as infra-estruturas civis.



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Verão, uma época convidativa para um Blind Date



... com livros!





Comprado, emprestado por um(a) amigo(a), requisitado numa biblioteca escolar ou municipal, há sempre uma oportunidade para marcar um Blind Date com um livro e dar mais cor ao seu Verão.


Bom Verão, 
bons encontros 
e excelentes leituras!


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Trailers de livros


Ler por prazer


O projeto Viciados na leitura, coordenado por Adelina Moura e implementado na ES Carlos Amarante, Braga, promove o prazer e a partilha de leituras através da elaboração de trailers de livros.

Já estão disponíveis online, no youtube, 34 trailers. Para uma primeira leitura, seleciámos 7, aleatoriamente.


O Menino da sua Mãe, de Amélia Pinto Pais


Marley & Eu, de John Grogan



A Pirata, de Luísa Costa Gomes


As Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira


O Principezinho, de Saint-Éxupéry


Cidades de Papel, de John Green



The Hunger Games, de Suzanne Collins



Os 34 trailers podem ser acedidos AQUI

Parabéns pelo excelente projeto!!


BOAS LEITURAS.


domingo, 13 de agosto de 2017

O verbo repetir




Temos muito que aprender sobre o verbo repetir. Ele esvazia-nos e enche-nos porque a sua música vem de dentro, como a dos dedicados instrumentos de sopro.


As crianças são, em tantos aspetos, inesperados mestres. Um testemunho disso está no modo como conjugam o verbo repetir. A repetição parece nelas um estado radioso, de felicidade pura, que assoma aos nossos olhos perplexos como um opaco enigma. As crianças ouvem uma história e querem ouvi-la, em seguida, mais dez, mais duzentas vezes. Escutam uma canção e pedem imediatamente: “Outra vez.” Desarmam-nos, assim. Como se o verbo repetir nos escondesse qualquer coisa que desconhecemos. Pela nossa parte — diga-se —, não é que não associemos a felicidade à suposição ou à promessa de uma duração que, como se sabe, se constrói por uma série ininterrupta, mesmo se complexificada, de repetições. Por exemplo, se os verbos que moldam a arquitetura da vida não tivessem, mesmo que de forma implícita ou até ficcional, um aceno à sua permanência no tempo (e, logo, à sua repetição), perderíamos completamente a confiança neles. O filósofo Jean-Luc Marion refere, a esse nível, o caso do amor. Qualquer afirmação sobre o amor necessita, para ser minimamente verosímil, de um horizonte onde a continuidade possa existir. Não posso declarar “eu gosto de ti por quinze minutos” ou “amo-te durante uma semana”. Mesmo que se trate apenas de tal equívoco, e o sentimento em causa seja apenas a ilusão do amor, a sua manifestação tornar-se-ia incompreensível se eliminasse, à partida, o horizonte da repetição. Por isso, ainda que a pura repetição tenha deixado de ativar imediatamente em nós a felicidade que vemos no mundo das crianças, e o seu exercício estantâneo não deflagre aquela espécie voraz de alegria que, em miúdos, experimentámos, o verbo repetir permanecerá, estrada fora, um verbo indispensável.

Porém, também atravessamos a vida em conflito com ele. Sentimos que a repetição despersonaliza, torna os gestos maquinais como se não nos pertencessem, põe-nos a viver em piloto automático, sequestra-nos no "deixa andar", rotiniza os dias qe se ligam sonambulamente uns aos outros, como se dispensassem a surpresa irrepetível de cada aurora. Repetir torna-se uma película que nos protege, mas também o obstáculo que impede que um ser renovado circule. O dilema instala-se. E há um momento em que compreendemos perfeitamente que a repetição é um veneno doce que nos amolece, quando o essencial das nossas convicções pede o contrário: o risco e a paixão da autenticidade, uma capacidade de transformação, a competência para habitar os sucessivos começos que nos são dados, quando não exigidos.

Há um fragmento antigo de um texto de Heraclito em que vale a pena pensar: "Entramos e não entramos no mesmo rio; somos e não somos." Talvez seja mais exato do que o famoso, e que trazemos mais no ouvido, "Ninguém se banha duas vezes na água do mesmo rio." O verbo repetir não pode ser evidentemente o retorno minético ao que já foi, como se a vida pudesse ser fixada numa imagem estática. Mas, por outro lado, o rio que flui, e se faz outro a cada instante, não deixa de ser o mesmo rio. E, do mesmo modo, nós próprios. Habitamos continuamente essa fronteira que se pode descrever assim: já não somos os mesmos e seremos sempre o que um dia fomos. Por isso, a passagem do tempo desafia-nos mais à confiança e ao entusiasmo da descoberta, do que ao medo e ao ressentimento por ele não ter ficado parado algures. Temos muito que aprender sobre o verbo repetir. Ele esvazia-nos e enche-nos porque a sua música vem de dentro, como a dos dedicados instrumentos de sopro. 


José Tolentino Mendonça, Que coisa são as nuvens - O verbo repetir, E-Expresso Revista, 22 de julho de 2017


Pensamentos






"Ninguém nasce a odiar outra pessoa por causa da cor de pele ou dos seus antecedentes ou da sua religião. As pessoas aprendem a odiar, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar. Porque o amor surge de forma mais natural no coração humano do que o oposto."

Nelson Mandela, Long Walk to Freedom (autobiografia)

sábado, 12 de agosto de 2017

Relatório Mundial da Juventude 2017






Preparado pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, o Relatório Mundial da Juventude sobre o Envolvimento Cívico da Juventude explora a participação dos jovens na vida económica, política e comunitária, respondendo ao crescente interesse no envolvimento cívico juvenil nos últimos anos entre governos, jovens e pesquisadores. O Relatório fornece informações temáticas sobre o envolvimento económico, político e comunitário, juntamente com a opinião especializada, de modo a fornecer perspetivas robustas e variadas sobre o compromisso juvenil.

Ao oferecer novas perspetivas e ideias inovadoras sobre o envolvimento juvenil, o Relatório pretende servir como uma motivação e uma ferramenta para diálogo, a discussão política e a ação entre jovens e governos.




Uma secção sobre o envolvimento da juventude na construção da paz pode ser 
encontrada no capítulo 4: "Community Engagement".



Ler o Relatório AQUI.

Ler a síntese do Relatório AQUI.




Retrato dos Jovens 2017 |Vídeo



"Sabemos que as novas gerações de hoje pouco se assemelham aos jovens do passado, a começar por viverem em plena era digital. Por isso, e para que todos possam conhecer o que mudou nos jovens em Portugal, o recurso às redes sociais para partilha dos vídeos foi uma opção", explica a diretora da Pordata, Maria João Valente Rosa, diretora da Pordata.



A Fundação Francisco Manuel dos Santos, o Conselho Nacional da Juventude e Cascais - Capital Europeia da Juventude 2018 uniram-se para divulgar um conjunto de 12 vídeos, em 12 dias, inspirados no formato ebook do Retrato dos Jovens 2017 da Pordata, onde se dá a conhecer como são os jovens de Portugal e como se comparam com os outros países da União Europeia, através de seis áreas-chave: população, famílias, proteção social e pobreza, educação, mercado de trabalho e mundo digital.


Teaser do projeto-vídeo:




Sabia que: 

- Em relação à Educação, a situação "evoluiu marcadamente" em duas décadas. Há mais jovens a chegar ao secundário e a concluí-lo, tendo a taxa real de escolarização passado de 40% em 1992 para 75% em 2016. 

- A taxa de abandono escolar baixou de 50% em 1992 para 14% em 2016, referem os dados, que destacam também o aumento do número de jovens que entram na universidade: 81.083 em 1996, 112.701 em 2016.


O 1º dos 12 vídeos já está disponível:





Os restantes poderão ser vistos nos próximos dias AQUI.