terça-feira, 25 de julho de 2017

Pelo sonho é que vamos



Credenciais: Canva




Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
Ao que desconhecemos
E ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama, in Pelo sonho é que vamos




segunda-feira, 24 de julho de 2017

Há! Querem uma luz melhor que a do sol!



Créditos: cartaz elaborado pelo Canva 


Ah! Querem uma luz melhor que 

a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas
que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol
que o Sol,
O que quero é prados mais prados
que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores
que estas flores -
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 

domingo, 23 de julho de 2017

Domingo lagarto, de Celia Parra





"Non sei se escribo para saciar a fame ou a enchenta, pero teño o convencemento de que a poesía é un dos mellores aliados para dixerir sentimentos. Por iso pasou a converterse no petisco estrela de todos os bares, para delicia dos comensais. O meu con ela foi coma a pementa negra. Cateina ó principio cun certo recelo ó picor, cun tremer na lingua. Agora é a miña lingua quen adoece por ela, e non hai día que non a salfira nun prato. Hai poesía de mil sabores, o segredo está en atopar o condimento perfecto para cada padal." - Celia Parra


Domingo lagarto, vídeopoema de Celia Parra






sábado, 22 de julho de 2017

Inclusão e equidade na educação



Publicações UNESCO



 http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002482/248254e.pdf


"Com este Guia, a UNESCO procura oferecer apoio prático aos Estados Membros para avaliar o quanto a equidade e a inclusão figuram atualmente nas políticas existentes, decidir as ações que devem ser tomadas para melhorar as políticas e monitorizar o progresso à medida que as ações são tomadas. Um quadro de avaliação é proposto para acompanhar os países neste exercício de revisão, levando em consideração quatro dimensões-chave: conceitos, declarações de políticas, estruturas e sistemas e práticas.

Além disso, as evidências da pesquisa internacional incluídas neste Guia permitirão que os Estados Membros aprendam com os progressos realizados por outros países para sistemas de educação mais inclusivos e equitativos. Como é que o Ghana está a avaliar a inclusão das escolas convencionais? Como é que a Dinamarca está a desenvolver um sentido unificador da comunidade, ouvindo crianças para uma melhor inclusão e equidade? Como é que os alunos ajudam os professores a inovar em Portugal? Estes são apenas alguns exemplos de práticas eficazes que promovem o direito de cada aluno a uma educação inclusiva e equitativa."



sexta-feira, 21 de julho de 2017

A Biblioteca Escolar e a escola inclusiva


"Numa época de mudança educacional intensa e de profundo crescimento da informação acessível, de certa forma impulsionada pela tecnologia da informação em rede, colocam-se aos professores bibliotecários desafios complexos e potencialmente em confronto, quanto ao futuro dos ambientes de informação nas escolas. A biblioteca escolar no século XXI diz respeito à construção de sentido e de novos conhecimentos e à construção de uma infraestrutura de informação e de recursos de informação para permitir isso. Esta é a ideia da biblioteca como um espaço de conhecimento, e não como um lugar de informação." - Todd*,  2011, p.1


 http://www.rbe.mec.pt/np4/file/1954/bibliotecarbe10.pdf
Clicar na imagem para aceder à publicação


"Cabe às bibliotecas escolares fornecer as melhores oportunidades de informação para que todos os indivíduos possam tirar o maior partido das suas vidas como cidadãos ativos, construtivos e independentes. Mas, perante o aumento de situações de vulnerabilidade da população escolar que caracterizam a escola contemporânea, nomeadamente, o crescente número de alunos oriundos de outros países, a elevada percentagem de discentes com comportamentos de risco e de alunos com necessidades educativas especiais (NEE), nas escolas do ensino regular, a biblioteca escolar confronta-se com o desafio de responder a uma população escolar com necessidades diversas que, muitas vezes, requer meios tecnológicos diferenciados e estratégias individualizadas de acesso à informação." 

Hermínia Pires, "Introdução", O contributo da biblioteca escolar para o reforço da escola inclusiva, 2017, p. 1


*Todd, R. (2011). O que queremos para o futuro das bibliotecas escolares. Lisboa: Rede de Bibliotecas Escolares. Retirado de http://www.rbe.mec.pt/np4/396.html#1


ONU lança biblioteca digital com 900 mil documentos





A ONU lançou um repositório que conta atualmente com cerca de 900 mil registros. Segundo a organização, a plataforma será o ponto de acesso global à informação das Nações Unidas, incluindo material histórico e registros contemporâneos.

A iniciativa é uma parceria entre a Biblioteca Dag Hammarskjöld das Nações Unidas e a Biblioteca do Escritório das Nações Unidas em Genebra. A plataforma fornece acesso gratuito a materiais produzidos pela organização em formato digital, e faz parte do esforço de promover a transparência, o livre acesso à informação e a preservação do acervo documental da ONU.

Entre os documentos disponíveis, estão documentos oficiais da ONU, publicações de acesso público, discursos e dados de votações nos diferentes órgãos da organização, mapas, resoluções, atas de reuniões e uma coleção de documentos institucionais diversificados.

A plataforma está disponível nos seis idiomas oficiais da organização (em casos pontuais, também está disponível em idiomas não oficiais).

Para utilizar a Biblioteca Digital da ONU, os usuários devem aceder à respetiva página (https://digitallibrary.un.org.) e fazer a busca utilizando os diferentes filtros (tipo de documento ou órgão, agência ou organismo do Sistema ONU, ...). O conteúdo também está disponível para download.



Desconfiança, desinformação, manipulação



Fake news: o tema central do boletim BIK (Better Internet for Kids)
junho 2017


" 'Nunca deixe a verdade entrar no caminho de uma boa história', disse Mark Twain num século em que os dispositivos digitais existiam apenas no domínio da ficção científica. Mais recentemente, ao lidar com o fenómeno cada vez maior de notícias falsas, os decisores políticos europeus recorreram a outra referência literária: 'Ninguém quer um Ministério da Verdade', afirmou o deputado Marietje Schaake referenciando o romance futurista de George Orwell, 1984. Esta analogia foi mais tarde utilizada pelo vice-presidente Andrus Ansip, que também explicou que a Comissão Europeia não procura um Ministério da Verdade."




Cada edição do boletim BIK aborda um assunto. A última edição centra-se nas notícias falsas (Fake News). 

Notícias falsas, câmaras de eco e bolhas de filtro são tópicos quentes no momento. Serão eles os desafios da net da próxima geração? Serão eles velhos inimigos com roupagens novas? Ou são uma outra coisa? 

Martina Chapman, uma especialista independente em literacia mediática, considera o papel que a literacia crítica dos media, apoiada pela colaboração e coordenação intersetorial, pode ter na abordaem dessas questões. 

Leia mais para saber mais: edição completa de junho de 2017 do boletim BIK aqui.