quarta-feira, 22 de março de 2017

Exposição de Banda Desenhada na BE (2)



Semanas de Leitura 2017


Exposição de BD na Biblioteca da Camilo - algumas ilustrações













Exposição de Banda Desenhada na BE (1)




Semanas de Leitura 2017

Algumas das revistas de banda desenhada que estiveram na exposição "Livros do Paraíso", na Biblioteca Escolar da Camilo.


Atividade realizada no âmbito da parceria com a Fundação Casa-Museu Maurício Penha.








 

 

 

 

 

 





Álbum das Glórias, de Rafael Bordalo Pinheiro



Semanas de Leitura 2017







O Álbum das Glórias, de Rafael Bordalo Pinheiro, publicado na década de oitenta do século XIX, esteve em exposição na Biblioteca da Camilo.

Publicado por assinatura, mas também vendido a avulso, este álbum constitui, sem dúvida, o melhor retrato vivo de Portugal no final do século XIX. Políticos, reis, escritores, atores e instituições constitucionais são objeto do lápis sarcástico e humorístico de Bordalo Pinheiro e de textos da autoria de Guilherme de Azevedo (pesudónimo João Rialto) e de Ramalho Ortigão (João Ribaixo).


A 1ª série durou entre março de 1880 e janeiro de 1883, sempre com uma peridiocidade irregular: foram publicados 15 números em 1880, 8 em 81, 12 em 82 e 1 só no ano seguinte. 

A 2ª série reapareceu em março e abril de 1902 com apenas 3 números.


Ramalho Ortigão


Luís Vaz de Camões


Eça de Queirós


Oliveira Martins



Calderón de la Barca: Leituras do lugar do homem no mundo



 Vida é um sonho e O Grande Teatro do Mundo - textos de Calderón de la Barca





By Unknown - [3], Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2651988




Explicação alegórica do lugar do homem no mundo, segundo a doutrina da Igreja católica



O Grande Teatro do Mundo  (Auto Sacramental) - 1634


N'O Grande Teatro do Mundo há um Autor (Deus) que escreve o jogo real que é o mundo; aos humanos são dadas características de acordo com a vontade do Autor: o Rei que tem o poder, o pobre que sofre, os ricos que desfrutam muito da sua estadia no Jogo, etc., etc. Essas personagens estão apenas a desempenhar os seus papéis neste "Jogo" que é o mundo e que não passa de um teste. Aqueles que desempenharem bem as suas personagens serão recompensados pelo Autor no final do (breve, curto e rápido) Jogo, enquanto que aqueles que fazem um mau desempenho irão receber a sua justa punição.

O Jogo é uma descrição da doutrina da Igreja Católica: os seres humanos estão na terra apenas para um teste rápido e breve; a existência real (e eterna) é aquela que começa após a morte. 


A Vida é um Sonho (1636).

Calderón usa novamente este conceito doutrinário e filosófico da existência humana no mundo na sua obra mais famosa, A Vida é um Sonho.

A peça é uma alegoria filosófica sobre a situação humana e o mistério da vida. Foi descrita como "o exemplo supremo do drama espanhol da Idade de Ouro". A história centra-se na personagem ficcional Segismundo, príncipe da Polónia, que foi aprisionado numa torre por seu pai, o rei Basílio, para evitar que uma profecia terrível se cumprisse: a de que o príncipe iria trazer desastres para o país e morte para o rei. Basílio liberta Segismundo por um breve espaço de tempo, mas quando o príncipe se enfurece o rei aprisiona-o novamente, persuadindo-o que tudo não passava de um sonho. 

O tema central da peça é o conflito entre o livre-arbítrio e o destino. Continua a ser uma das obras mais conhecidas e estudadas de Calderón. Outros temas presentes: sonho versus realidade e o conflito entre pai e filho. 

A peça foi adaptada `por outros trabalhos de palco, pelo cinema e pela narrativa romanesca.



¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño.
¡Que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son!

[Fala de Segismundo]


Teatro Nacional S. João no Porto. Espectáculo da Companhia João Garcia Miguel


Os conceitos filosóficos e as doutrina católica que Calderón de la Barca retrata n' O Grande Teatro do Mundo e n'A Vida é um Sonho têm uma conexão remota e indireta com alguns filmes modernos populares como The Matrix e Inception.




terça-feira, 21 de março de 2017

Procura da poesia, de Carlos Drummond de Andrade







Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Dia internacional para a eliminação da discriminação racial


21 de março


Quanto mais respeitamos os outros, mais nos respeitamos a nós mesmos.





"A discriminação racial é um veneno que diminui os indivíduos e as sociedades, perpetua a desigualdade e alimenta o ódio, o ressentimento e a violência".
- Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO.

Ler mensagem completa AQUI.